Melhores Shows de 2008
Antes de apresentar meus shows preferidos de 2008, eu gostaria de deixar claro que essas escolhas são extremamente pessoais, e não pretendem estabelecer nenhum ranking de superioridade de uma performance sobre outra. Como todas as manifestações artísticas, as apresentações ao vivo falam diretamente com o emocional do espectador, favorecendo assim as análises individuais, em detrimento do entendimento objetivo. No momento da avaliação, influencia não só a admiração pela banda em questão, como também a disposição daquele que assiste, seus objetivos e percepções. Dentre os meus escolhidos, apenas o quinto colocado (e o terceiro, talvez) se encontraria na minha suposta lista de “bandas favoritas”. Outras que também fariam parte dessa lista, como Interpol e Metric, ficaram de fora, e isso não significa que eu tenha desaprovado suas apresentações, apenas que elas não foram “especiais o bastante” (até mesmo porque, quanto mais se gosta da banda, maiores as expectativas). Por outro lado, temos o caso do primeiro colocado. Eu sempre compro ingresso com antecedência, nunca deixo para o dia. Naquele festival, eu comprei na hora, quando a primeira banda já estava no palco: até então, não tinha decidido se valeria a pena ir ou não, e só fui porque estavam esgotados os ingressos de outro show a que eu pretendia assistir. Coisas que acontecem. Enfim, os meus “shows do ano” são esses aí:
5º. The National (Parque do Ibirapuera, Tim Festival)
O National é uma das bandas mais legais dos últimos anos e mostrou que, ao vivo, pode ser ainda melhor. Melancólicos na medida certa, eles também mostraram uma certa afeição pelo art rock (pouco perceptível nos álbuns), o que tornou a apresentação ainda mais interessante. Uma espécie de Tindersticks com espírito jovial. Sério, sóbrio e totalmente musical, o National fez, sem dúvida, a melhor apresentação do Tim Festival 2008.
5º. The National (Parque do Ibirapuera, Tim Festival)
O National é uma das bandas mais legais dos últimos anos e mostrou que, ao vivo, pode ser ainda melhor. Melancólicos na medida certa, eles também mostraram uma certa afeição pelo art rock (pouco perceptível nos álbuns), o que tornou a apresentação ainda mais interessante. Uma espécie de Tindersticks com espírito jovial. Sério, sóbrio e totalmente musical, o National fez, sem dúvida, a melhor apresentação do Tim Festival 2008.
4º. Jesus and Mary Chain (Vila dos Galpões, Festival Planeta Terra)
Esses shows de “reunion” são sempre perigosos, pois, não raras vezes, as bandas acabam soando datadas e/ou atrapalhadas (Sisters of Mercy que o diga). Nada disso aconteceu com o J&MC, que protagonizou o grande momento do Festival Planeta Terra, ao mostrar que suas canções continuam totalmente relevantes e que ainda existe espaço para eles no cenário atual. Da nostalgia do palco escuro e praticamente imóvel, os irmãos Reid nos brindaram com uma coleção de riffs precisos e músicas certeiras, que tanta gente têm influenciado desde os anos oitenta. Uma autoridade enorme. Que venha o disco novo...
3º. Black Mountain (Eazy Club, SP Noise Festival)
É verdade que eles tocaram apenas meia hora, para um público que não chegava a duzentas pessoas. Talvez seja justamente isso que tenha tornado esse show tão especial. Uma verdadeira aula particular de rock setentista, liderada pelo genial Stephen Mcbean, de cuja guitarra emanam alguns dos riffs mais poderosos da atualidade (e som do instrumento é de arrepiar). Ao seu lado, a tímida Amber Webber, de movimentos suaves e voz doce, somente abrilhanta uma banda que já é perfeita. Acho que o Black Mountain ainda vai dar muito que falar. Ou talvez eles simplesmente tenham nascido na década errada. Confira:
2º. R.E.M. (Via Funchal)
Bastava conhecer o set list e saber que os ingressos estavam quase esgotados para afirmar que esse show seria histórico. E foi. A primeira apresentação do R.E.M. em São Paulo foi daquelas para guardar na memória. Contando com vinte e cinco de carreira e um repertório tomado por clássicos do pop/rock, a banda mostrou uma disposição incomum e fez um “megashow”, que mereceria estádio e milhares de pessoas. O destaque, é claro, fica com o vocalista Michael Stipe, um dos grandes frontmen da história, capaz de levantar os fãs com um simples piscar de olhos. Sorte a nossa, ainda, por termos visto a banda na tour do fantástico Accelerate. R.E.M., the one “we” love:
1º. The Hives (Via Funchal, Orloff Five)
“Todo mundo diz que esteve em Woodstock. Daqui uns anos, todos dirão que estiveram no show do The Hives em São Paulo, mas só vocês estão realmente aqui”. Foi assim que o excêntrico Howlin’ Pelle Almqvist saudou o público paulista, logo no início de uma apresentação que seria, realmente, memorável. Apostando em um rock cru, nervoso, que flerta fortemente com o punk tradicional, os suecos fizeram um show absolutamente frenético, do começo ao fim. Despretensioso e sem querer ser levado muito a sério, o Hives conquista pela energia e pela simplicidade, tocando junto aos fãs, e não para eles. Como diria aquele careca da TV, “olha isso!!!”:
4 Comentários:
Eu não fui nenhum desses, então vou votar no Iron mesmo...hihihi.
E, prometo, para 2009, mais uma cobertura da patota do Eddie. E dessa vez, de pista especial.
pista especial, chiiiiique! cuidado, senão o eddie te morde...
existem boatos de que paul mccartney pode aparecer por aqui em 2009 também... (apenas boatos, não se desespere)
aliás... boatos, nada... o show no rio de janeiro tá fechado, neh?
muito lúcida a introdução do seu texto... o que me faz até desejar ter estado em muitos desses que o sr. citou, até pq, em estúdio, nenhuma delas me empolga e nem sinto tantas das belas características que ressaltou...
bom, mas na mesma esteira dessas suas conclusões, faço um (não requisitado) Top 3, "olha issoooo":
1º QUEENSRÿCHE
Alta expectativa por ser banda do coração, e que foi totalmente atendida: Geoff Tate é o melhor vocalista que já vi ao vivo, além de interpretar as canções como raramente se vê - até pq dotadas de muito conteúdo... e o set da banda em si foi muito feliz, embora pudessem ter sido os 2 "Operation:Mindcrime" na íntegra, como inicialmente anunciado (só que aí seria toda uma nova gama de emoções)
2º CIRCLE II CIRCLE
outro dos grandes vocalistas da atualidade, acompanhado de banda que esbanjou carisma e energia, e com todo um set dedicado ao Savatage - e para um público seleto, o que criou toda uma interação e um clima ainda mais cativante...
3º MUSE
originais não só musicalmente, mas na arte de se fazer um show!
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