quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sugerimentos no Twitter!

Sim, senhoire!
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Sugerimentos musicais, cinematográficos e literários, mas também promoções, pitacos futebolísticos, ditados populares e outros ensinamentos de grande importância. Siga-nos no Twitter!


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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sugerimentos Youtubísticos

Alguns vídeos bacanas, só pra movimentar o blog....

Epica – Memory
Todo mundo viu a segunda apresentação da estrela Susan Boyle no Britain’s Got Talent, em que ela cantou a música Memory, do musical Cats. Sua (fraca) performance me trouxe à mente uma outra versão dessa canção, que eu não ouvia há muito tempo. A menina Simone Simons e seus amigos do Epica a executaram com maestria no DVD We Will Take You with Us. Essa, sim, uma versão inesquecível. Vejam só que beleza:

Corinthians X Palmeiras
Nike e Adidas prepararam alguns vídeos promocionais para seus respectivos patrocinados. Há muito tempo reclama-se que os brasileiros não sabem explorar as imagens de seus ídolos como os europeus. Pois bem, parece que estão aprendendo. O mais legal desses vídeos é ver as “atuações” dos jogadores (e do técnico). Pierre de um lado, Mano Menezes de outro. No vídeo do Palmeiras, ainda, destaque para o Marcos, que aparece sempre com a mesma expressão. Pois é, se o Ben Affleck pode, porque o goleiro não poderia?


Bruno Aleixo: Street Fighter
Não tem como não incluir Bruno Aleixo em uma seleção dessas. Aleixo é 100%, cinco estrelas, espetáculo! Nesse vídeo, ele duela contra o Busto, no Street Fighter. Observem a genial estratégia empregada pelo apresentador lusitano. Esse trecho faz parte do Programa do Aleixo 02, provavelmente o programa mais engraçado do YouTube. Sim, senhore!.... Não gostaste? Então cala-te!

A volta do anticristo
Não, não é o Marilyn Manson (que também prepara um retorno). Senhor Lars Von Trier, após um período de aguda depressão, quando ameaçou abandonar o cinema, está de volta. O diretor de Dogville, Dançando no Escuro, Os idiotas, entre outros, aparece agora com Antichrist. O filme, que contém cenas se automutilação e sexo explícito, chocou a imprensa em sua estréia, no Festival de Cannes. Apenas mais uma polêmica para a coleção do dinamarquês. Grande coisa. Espero que o filme seja bom, apesar de tudo. O trailer:

Where the Wild Things Are!
E se você ficou assustado com o vídeo do Von Trier, vai aqui um pra alegrar o espírito. Filme novão (que só chega aqui no final do ano) do Spike Jonze, diretor de Adaptação e Quero Ser John Malkovich. Após a boa parceria com Charlie Kaufman, Jonze agora assina também o roteiro que, nesse caso, é baseado em uma história infantil, cheia de monstrões simpáticos. Só espero que ele seja um escritor melhor que o Michel Gondry, o outro antigo parceiro do Kaufman, que andou pisando na bola. O trailer é bem bonito, e a trilha do sempre maravilhoso Arcade Fire também ajuda bastante. Ó:

quarta-feira, 29 de abril de 2009

All I ever wanted... All I ever needed...



Thursday, October 22nd, 2009 Rio De Janeiro, Brazil
Saturday, October 24th, 2009 Sao Paulo, Brazil

domingo, 26 de abril de 2009

Aquecimento: Oasis

Olá! Como vão?

Passada a depressão pós-Just a Fest, e depois de duas rápidas visitinhas ao mundo metal, estou pronto para outra. E a outra acontecerá em São Paulo, no próximo dia 9 de maio, na gélida e antipática Arena Anhembi. Irmãos Gallagher trazem seu Oasis para o Brasil pela quarta vez e ,dessa vez, eu estarei lá. Dizem que os caras são meio mortos ao vivo. Mesmo assim, todo mundo tem que ver o Oasis, ao menos uma vez na vida. Né?

O estouro do Oasis aconteceu em 1995, com o lançamento do inesquecível (What’s the Story) Morning Glory?, certamente um dos discos mais marcantes da década de 90, que colocou na boca da juventude canções lindonas como Champagne Supernova, Don’t Look Back in Anger e, é claro, Wonderwall, que tocou tanto na época que chegou a provocar tonteiras. Atualmente, consigo ouvi-la com tranqüilidade, e até gosto bastante. O tempero nostálgico ajuda, é claro. Mas Morning Glory, seguindo a tendência de seu predecessor, o igualmente marcante Definitely Maybe, também trazia a face mais rockeirona do Oasis, que freqüentemente é negligenciada pelo público. Uma pena, já que as melhores músicas da banda são essas, mais rápidas e incisivas. Roll With It e Morning Glory são ótimos exemplos desse fato.


Após (What’s the Story) Morning Glory?, o Oasis nunca mais conseguiu fazer um álbum tão coeso (até o ano passado, já falaremos sobre isso). Ainda assim, a banda nunca deixou de produzir algumas peças relevantes e de grande sucesso comercial. Revisitar a discografia deles é uma tarefa extremamente prazerosa, já que podemos encontrar diversas músicas famosas, que marcaram época, mas que acabaram caindo no esquecimento. Don’t Go Away, Stop Crying Your Heart Out, Little by Little, Go Let it Out. Lembram? A verdade é que, durante muito tempo, o Oasis praticamente reinou sozinho o império do novo rock. Blur, Travis e outros os acompanhavam, mas nunca com a mesma força. Liam e Noel também se esforçavam bastante para ocupar espaço na mídia, sempre com declarações polêmicas e “brigas” internas (eles repetiam exaustivamente que não suportavam um ao outro). Curiosamente, foi só quando a picuinha cessou definitivamente que eles conseguiram criar uma nova “obra prima”, que se chamou Dig Out Your Soul, e foi lançada em 2008. Antes dele, porém, fiquemos com a bonita Don’t Go Away, para despertar algumas lembranças adormecidas:

Finalmente, Dig Out Your Soul, último disco dos caras, que pegou todo mundo de surpresa. Musicalmente, ele não traz grandes inovações quando comparado ao restante da carreira da banda. Mostra, porém, um novo espírito, uma banda muito mais livre e despojada, que parece mais preocupada em gravar um disco honesto do que em agradar a quem quer que seja. Desde Morning Glory, esse é o primeiro álbum que eu consigo ouvir de cabo a rabo, sem aborrecimentos. Não que os outros discos sejam ruins (como eu disse, eles contêm diversos clássicos). São, porém, irregulares, e freqüentemente caem na armadilha da auto-repetição. Em Dig Out Your Soul, músicas como Shock of the Lightning, Waiting for the Rapture, Falling Down e até a baladinha I’m Outta Time mostram que o Oasis está pronto para iniciar uma nova fase de sua carreira, que pode representar sua maturidade musical (a maturidade comercial já foi alcançada há anos). Waiting for the Rapture para nós:


Ao contrário do Radiohead, que muda o set list em todos os shows (todos, todos, como todos), o Oasis tem mantido uma única seleção, desde o início da turnê (com raríssimas mudanças). Não vou postar aqui para não estragar a surpresa (mas se você quiser saber desesperadamente, é só ir ao Google, o local onde toda a sabedoria do mundo está acumulada). Mas adianto que o último disco está quase integralmente presente, e que eles vão tocar uns dez clássicos, mas vão deixar outros vinte de fora. Ah, sim, um coverzinho do Beatles está assegurado!

É isso, então, bom show para nós!
PS: Assim como aconteceu na vinda do Radiohead, o canal Multishow fará uma maratona Oasis, a partir do dia 2 de maio, mostrando documentários, entrevistas, etc. E, o melhor de tudo, transmitirá, ao vivo, o show do Rio de Janeiro, no dia 7. Que beleza!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Depressão pós-show



sexta-feira, 13 de março de 2009

Cobertura: Keane em São Paulo

Dois anos após a primeira passagem, o Keane retornou ao Brasil, dessa vez para divulgar Perfect Symmetry, seu último álbum de estúdio. E se este é certamente o mais diferente de seus trabalhos, suas peculiaridades se refletiram também em cima do palco, não apenas no viés sonoro, mas também no estrututal: se antes a banda se sustentava com apenas um teclado/piano e uma bateria, agora conta também com um baixo, nas mãos do recém admitido Jesse Quinn (que também toca teclado), e com uma tímida guitarra, entregue ao vocalista Tom Chaplin.

Mas comecemos do início, isto é, com a banda de abertura. Em 2007, eu reclamei da escalação do Moptop (a cuja apresentação não assisti). Em 2009, aprendi que não se deve reclamar de barriga cheia, já que, dessa vez, mandaram um pessoal muito pior: os emos do Fresno. Não entendi a escolha. Em primeiro lugar, os públicos são totalmente distintos. Além disso, o Fresno poderia tranquilamente encher o Credicard Hall com sua fanzada histérica e chorosa, de modo que sua escalação como opening act pareceu-me desnecessária. Novamente, é claro, não assisti a apresentação do grupo. Fiquei no corredor conversando e comendo pipocas.

O Keane subiu ao palco pontualmente às dez e meia, com a ótima The Lovers are Losing, que é um dos melhores momentos do disco Perfect Symmetry. Esse álbum, como não poderia deixar de ser, serviu de base para a formação do set list e, assim como em estúdio, funcionou melhor nas baladinhas (Play Along e You Don’t See Me, essa última com fortes referências ao U2). Algumas canções mais pesadas, como Again and Again e You Haven’t Told Me Anything pecaram por ferir justamente o maior trunfo da banda, que é a sutileza. Ambas flertam diretamente com o mais espalhafatoso rock dançante oitentista e definitivamente não combinaram com a apresentação. Em relação aos dois primeiros discos, as escolhas foram seguras mas, comparando com o set de 2007, apenas uma música foi incluída: a lindíssima Sunshine, que lembra bastante aquelas músicas viajantes que o Alan Parsons Project gostava de fazer pelos idos de 1980. De resto, brilharam as músicas mais enérgicas, como Crystal Ball, Leaving So Soon e Is it Any Wonder?, todas recebidas alegremente pelos fãs. Somewhere Only We Know, aquela cantiga que todo mundo conhece mas nem todos sabem de quem é, também marcou presença. Algumas músicas relevantes, como The Frog Prince e She Has No Time, ainda não tiveram chance nos set lists da banda. Pena. (Tirar A Bad Dream também foi pouco educado....)
Apesar de toda a banda ser competente e de o tecladista Tim Rice-Oxley ser o principal compositor do conjunto, é inegável que, em cima do palco, o grande destaque é Tom Chaplin. Já disse isso em 2007 e repito: o rapaz é de uma simplicidade tocante e se entrega totalmente à apresentação. Hoje posso dizer, sem medo de errar, que se trata de uma das vozes mais precisas do novo rock/pop. Grandes interpretações, de afinação impecável, tanto nas músicas “românticas” quanto nas “nervosas” (será o novo Bono? Hihihihi). “Under Pressure”, cover do Queen, veio logo no início do bis e apenas confirmou o talento do jovem britânico, que interpretou maravilhosamente bem as melodias de David Bowie e Freddy Mercury (com falsetes e tudo). Bela versão, ó:

Claramente empolgados com os gritos de “Olê! olê, olê, olê! Kinê! Kinê!” (será que eles entenderam isso?), os quatro rapazes não pouparam energias, e o vocalista Tom Chaplin retribuiu com diversas frases elogiosas em português. Algumas um tanto forçadas, é verdade, como “o Brasil é o coração do mundo” e “Obrigado ao Fresno”. Como sempre, cumprindo fielmente uma espécie de “contrato velado”, o artista elogia, o público finge que acredita, e assim temos uma ótima interação, indispensável para o andamento de um bom show. E agradar os fãs certamente não é problema para o Keane: com simpatia, piano e belas melodias, é impossível não se deixar contagiar pelo clima que a banda cria.

Tom Chaplin rege o público no clássico Somewhere Only We Know:


O show de 2007 foi melhor, devo confessar. Talvez por ser a estréia da banda em terras brasileiras, o público estava mais pilhado. O palco também estava mais bonito e a performance de Chaplin foi (ainda) melhor. Apesar disso, já é possível dizer que o Keane é, definitivamente, uma banda de palco. Investimento garantido para quem gosta de boa música.

Set list: The Lovers are Losing, Everybody's Changing, Bend and Break, Nothing in my Way, Again and Again, Atlantic, This is the Last Time, Spiralling, Play Along, Try Again, Sunshine, You Haven't Told Me Anything, Leaving So Soon?, You Don't See Me, Perfect Simmetry, Somewhere Only We Know, Crystal Ball, Under Pressure, Is It Any Wonder?, Bedshaped

terça-feira, 10 de março de 2009

Estante Virtual: Livros mais em conta.

Não se trata de nenhuma novidade na Internet, mas como o princípio básico deste blog é sugerimentar coisas interessantes, segue a dica de uma ótima ferramenta.

O www.estantevirtual.com.br tem como princípio básico unir em um portal, inúmeros sebos de todo o Brasil. A ideia (percebam o Sugerimentos se adequando à reforma ortográfica) é simples: aproximar os leitores de quaisquer tipo de literatura com essa forma de comércio, que estava sendo fagocitada pelas grandes redes, com lojas megalomaníacas e vendas pela internet. Os pobres sebos pareciam criações de traças, sem grandes chances de concorrência.


O apelo é claro: preços baixos, livros usados. Atualmente são 1357 sebos cadastrados, que recebem os pedidos via site e entram em contato por email, direto com o comprador, a fim de detalhar o pagamento. O site é bastante organizado, e é fácil achar o título buscado. E o fato dele estar em um sebo no interior do Acre não é impeditivo para a compra, o que é o mais importante. O canal de comunicação é direto e, por isso, muitas vezes é mais rápido do que comprar em grandes redes. Óbviamente, pessoas em buscas de livros antigos, esgotados, raros e afins, tem mais chances na Estante Virtual.

Não há custo nenhum, apenas o básico: o livro e o correio. Muitas vezes, o segundo é mais caro que o primeiro, o que faz com que o comprador pense se não é um grande bobão. Mas não é. O mais importante é que funciona muito bem, os pedidos são atendidos rapidamente e é uma boa economia.

Há até uma possibilidade de se cadastrar no site como vendedor autônomo, também sem quaisquer custos, e anunciar seus livros de química do colegial, para ver há algum piá interessado. Além de se livrar da tranqueira, ainda faz algum dinheiro. Mas não muito, pois esse é o princípio dos sebos, que tem agora um importante aliado na luta pela sobrevivência em um mercado concorrido, em épocas de crise.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Oscar 2009 (atualizado)

Esse ano não farei uma cobertura extensa do Oscar, como fiz nas últimas edições. Eu até fiz minhas previsões e escolhi meus preferidos, mas foi uma árdua tarefa. Escolher entre filmes fracos e filmes medíocres é extremamente monótono. Assim, não quero ser obrigado a postar um texto aborrecido e burocrático, só para seguir uma “tradição” do blog. Eu poderia simplesmente expor os possíveis vencedores e deixar por isso mesmo, mas, de que serviria? Não, não o farei. Eu ainda tenho liberdade para escolher meus assuntos e, definitivamente, não quero me alongar nesse, apesar dos protestos de meu conselheiro editorial Abel SaintFalbo (que, inclusive, tentou me subornar, dizendo que me daria balas 7Belo e chicrés Bubalu, em troca de minhas previsões).

O problema é que esse Oscar é o mais fraco desde 2004, quando o Senhor dos Anéis ganhou tudo. Eu até gosto do filme, mas é inegável que aquela premiação foi viciada. O Oscar 2009 peca por ter demasiada cara de Oscar! Isto é, filmes grandiosos na bilheteria e no orçamento, mas pequeninos na qualidade e na ambição cinematográfica. Todas as produções possuem um sabor requentado, desgastado. São filmes que já vimos antes e que tornaremos a ver, nos próximos anos. Nenhum Onde os Fracos Não Têm Vez. Ou Brokeback Mountain. Capote? Nope. Nada de Pequena Miss Sunshine, nem Juno. Pelo contrário, o “filme pequeno” da vez carrega todas as características que aprazem a Academia e, não por acaso, é o favorito da noite. Falo de Quem quer ser Milionário, obra no máximo simpática do irregular Danny Boyle. Deve levar cinco ou seis estatuetas (entre elas a de Melhor Filme e de Melhor Diretor). Do outro lado, temos o líder de indicações, O Curioso Caso de Benjamin Button, que é a grande ovelha negra na carreira do competente David Fincher, responsável por Seven, Clube da Luta, entre outros. Um filme chato, previsível e boboca (e com uma atuação extremamente apagada do indicado Brad Pitt). Entre os indicados para Melhor Filme, restam ainda Frost/Nixon, que seria um projeto bastante ambicioso, se não tivesse sido entregue ao fraco Ron Howard (que, para variar, estragou tudo), O Leitor, que é apenas bonzinho, e Milk, que ainda não assisti (mas que tem o trunfo de contar com o único diretor incontestavelmente competente, entre os cinco indicados).
Update: Assisti Milk hoje. Mesmo sem ser um grande filme, trata-se da melhor produção indicada, e deveria vencer nas categorias de Melhor Filme e de Melhor Direção (mas não vai). Traz um Gus Van Sant mais comercial, mais contido, mas não menos autoral. Perto de seus concorrentes, é uma verdadeira aula de direção. O camaleão Sean Penn também merece destaque, como sempre, e sua disputa com Mickey Rourke será acirradíssima (meu voto iria para Penn, porém). Em uma premiação fraca, brilha o filme que supera a mediocridade por meio de seu diretor e de seu protagonista. (obs: Gus Van Sant é, provavelmente, um dos únicos diretores - ao lado de Sofia Coppola, talvez - capazes de disputar Oscar, Cannes, Veneza, Berlim, etc, com chances reais de reconhecimento).
Mas se alguma coisa merece atenção nessa cerimônia, são os atores. Estão entre os concorrentes alguns dos nomes mais relevantes do cinema norte-americano atual, entre eles Sean Penn, Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Heath Ledger, Kate Winslet, Amy Adams e Josh Brolin, sem esquecer o retorno arrebatador de Mickey Rourke. Todos em grandes atuações (lembrando que ainda não vi Milk). Alguns duelos interessantes se desenham: Penn X Rourke é o mais equilibrado, com a balança pendendo para o lado de Penn, devido aos respectivos backgrounds. Winslet X Streep também merece atenção, apesar de Winslet ser a grande favorita (eu prefiro a atuação de Streep. A performance dela no trecho final de Dúvida é inacreditável. Qualquer outra atriz transformaria aquele diálogo em algo brega e caricato; mas não Meryl Streep). Já os coadjuvantes parecem bem encaminhados: Penélope Cruz e Heath Ledger devem levar, merecidamente. De resto, nada de muito interessante. Quem quer ser Milionário deve sair soberano (meu deus, hein), enquanto Benjamin Button e Batman devem dividir os prêmios técnicos. Wall-E ganhará o prêmio de Melhor Animação e briga com Milk pela estatueta de Melhor Roteiro Original. Outra animação, a israelense Waltz with Bashir, deve vencer na categoria Melhor Filme Estrangeiro. Por fim, a festa foi definitivamente arruinada na semana passada, quando Peter Gabriel anunciou que não se apresentará, devido ao pouco tempo disponibilizado às canções na cerimônia.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sugerimento: Bruno Aleixo

Bruno Aleixo, português, aluno da segunda série. Incompreendido, é obviamente perseguido por sua professora, que o obriga a fazer as tarefas e o submete a interrogatórios. Mas quem é Bruno Aleixo, afinal? Puro, embora safado. Falastrão, porém ingênuo. Sem papas na língua, ele briga por seus direitos e não admite injustiças. Uma espécie de Chaves lusitano.

Nesse vídeo, Bruno Aleixo está sendo acusado de ter praticado uma asneira.


Aqui, ele vai ao médico, Dr. Ribeiro, para tratar de um incômodo na barriga.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Painel 15/01

Dinossauros agitados
A velha guarda do rock deu o que falar na imprensa brasileira, na semana passada.... Primeiro foi a atual formação do Black Sabbath, que atende pelo nome de Heaven and Hell, que confirmou, após meses de boatos, sua turnê sul-americana. Serão cinco shows no Brasil. Além de Tommy Iommi e Geezer Butler, a banda conta com o nanico Dio (que tem uns oitenta anos e ainda canta como um garoto de vinte) e Vinnie Appice (irmão de Carmine Appice, baterista preferido do Rafael, co-editor deste veículo).
Quem também movimentou o falatório foram alguns ex-integrantes do Deep Purple, que disseram na imprensa que gostariam de reunir a terceira formação da banda (conhecida oficialmente como Mk III). Seria uma espécie de Deep Purple paralelo. O problema é que Ian Paice, que fez parte da formação, ainda atua na formação “oficial” do conjunto e dificilmente toparia a nova empreitada. Ao mesmo tempo, Ritchie Blackmore continua enfurnado em castelos medievais, com seu Blackmore’s Night (maravilhoso!), e não se pronunciou sobre o assunto. Os restantes, David Coverdale, Glenn Hughes e Jon Lord, parecem gostar da idéia (esse último com ressalvas). Vale lembrar que foi a Mk III que gravou alguns clássicos do Purple, como Burn, Mistreated e Stormbringer.
Informação de última hora: parece piada, mas o Deep Purple (“oficial”, obviamente) toca em São Paulo nos dias 6 e 7 de março, no Via Funchal. Será a nonagésima terceira passagem da banda pelo país. Será a caipirinha?

E a notícia mais bombástica veio do Led Zeppelin, que anunciou a pretensão de gravar um novo disco. Uma beleza mesmo, mas existe um “porém”: sem Robert Plant. Seria um grande desafio. Ainda que Plant não tenha mais aquela potência de outrora, qualquer vocalista que assumisse o posto entraria em uma bela fria. Ian Astbury e Paul Rodgers que o digam. A diferença é que Jim Morrisson e Freddy Mercury já não estão mais entre nós, de modo que podem até ser homenageados, fazendo com que seus substitutos atuem quase como “mestres de cerimônias”. Isso não acontecerá com Plant. Já posso imaginá-lo, de óculos escuros e sobretudo, escondido nas sombras do Royal Albert Hall, no show de estréia da nova formação, em meio a murmúrios de “é ele? é ele?Acho que é ele, sim!”. Já existem dois “candidatos” para a vaga: Chris Cornell (Soundgarden, Audioslave) e Steven Tyler (Aerosmith). Nos próximos meses, aparecerão mais uns vinte....

Primeiro show do ano...
E a temporada de shows será aberta com uma das bandas novas que mais anima esse que vos escreve. Rodrigo Amarante, Fab Moretti e Binki Shapiro trazem o seu Little Joy para São Paulo, e se apresentam no agora reformado Clash Club, logo ali, na Barra Funda. Serão dois shows (28 e 29 de janeiro), sendo que os ingressos para o primeiro já sumiram. Já para o show extra, os ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda feira (dia 19) e também devem evanescer rapidamente. Portanto, se você se apaixonar pela banda depois de ver esse videozinho, é melhor ser ligeiro. Aí está a singela Unattainable:



Just a Fest fechado!
Fechou, então: Vanguart, Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead. Esse será o primeiro Just a Fest. Festival de respeito:

- o Vanguart é o novo xodó do cenário musical brasileiro, e não sem razão: banda inteligente, estilosa e que cresce ao vivo. Escalação merecida.
- você estranhou ao ler o nome do Los Hermanos aí? Pois é, Rodrigo Amarante (de novo?) e Marcelo Camelo escolheram o Just a Fest para fazer o grande show de reunião da banda. O leitor bem sabe que o Sugerimentos prefere o Little Joy. Para quem gosta, porém, será uma enorme festa...
- o Kraftwerk é um dos principais conjuntos da história da música eletrônica. Quiçá o principal. Criado no final da década de 60, o som desses alemães é bem diferente desse eletrônico que ouvimos atualmente. Pode-se quase afirmar que se trata de um eletro-progressivo, com apelo futurista e grandes “viagens musicais”. Gostei da escolha. Acho até que existe um quê de Kraftwerk no viés eletrônico do Radiohead. Talvez nem tanto na música, mas certamente no espírito (na verdade, qualquer banda que se proponha a fazer esse estilo de música, terá esse “quê”). Dizem por aí que eles fazem apresentações memoráveis. Em março, diante de trinta mil pessoas, conheceremos o real poder desses alemães. Olha isso:



- mas é claro que esse festival é do Radiohead, a maior banda de rock dos últimos vinte anos. Surgiram no início dos anos 90, paralelamente ao grunge norte-americano. Em 97, com o lançamento de OK Computer, disco progressivo e melancólico, a banda começou a formar suas feições (seria o novo Pink Floyd?). Em 2000, com os álbuns gêmeos Kid A e Amnesiac (auge eletrônico da carreira), a banda começa a ser reinventar, processo que parece ter finalmente se estabilizado em In Rainbows, último disco da banda, que é depressivo e eletrônico na medida certa. Durante todo esse período, mesmo lançando álbuns difíceis, nada comerciais, o Radiohead nunca saiu da cena, nunca foi esquecido. Liberdade Artística + Sucesso = Radiohead. Veja:




Don’t go away heartbroken, no...
Finalmente confirmado o show do Peter Murphy, ex-vocalista de uma das mais importantes bandas do rock gótico, o Bauhaus. A apresentação, que aconteceria em janeiro, acabou ficando para fevereiro, e acontecerá no Via Funchal (dia 14). Murphy tem uma carreira solo bastante consistente, e deve tocar quase todos seus "sucessos", como Cuts You Up, Strange Kind of Love e a maravilhosa Marlene Dietrich's Favourite Poem (All Night Long não tem aparecido nos últimos set lists, mas a esperança é a última que morre). E é claro, deve sobrar um ou outro clássico do Bauhaus, como She’s in Parties ou Bela Lugosi’s Dead.

Passo...
Falando em rock gótico, vale lembrar que, em junho, o mala do Andrew Eldritch retorna a São Paulo com seu Sisters of Mercy. Eu tenho grande apreço por esta banda, não nego. Mas, tomando por base a última passagem deles por aqui, esse show será uma bela furada. Quero dizer, disseram que era um show do Sisters of Mercy, mas eu não vi Sisters of Mercy, nem tampouco ouvi o Sisters of Mercy. Enfim....

Vazou!
A comunidade indie está dando piruetas. Vazou Tonight:Franz Ferdinand, álbum novão do...Franz Ferdinand. Ouvi o disco com o carinho que ele merece e constatei o mesmo problema dos outros dois discos da banda: alterna grandes músicas, extremamente marcantes, com outras totalmente esquecíveis, fraquinhas mesmo. A primeira trinca é ótima, começando com a poderosa Ulysses (primeiro single), seguindo com a eficiente Turn it On, e fechando com a excelente No You Girls, música que eu incluiria entre as melhores da carreira da banda, ao lado de Take Me Out, The Dark of the Matinee, Outsiders, etc. Daí em diante, Tonight se torna muito irregular, só voltando a brilhar realmente na boa Bite Hard. Certamente esperava-se mais. Uma banda tão aclamada não deveria produzir um álbum que vai do brilhantismo ao marasmo em quinze minutos. Mas o real potencial desse disco só poderá ser conferido na turnê, já que é em cima do palco que o Franz Ferdinand mostra a sua cara... Esperemos.
A nova Anna Karina?
O diretor francês Christophe Honoré, que tem o costume de prestar homenagens à nouvelle vague em seus filmes, deve estar bem satisfeito com sua última descoberta. Após eleger Louis Garrel para atuar como seu Jean Pierre Leaud (alter ego de Truffaut), agora Honoré encontrou sua Anna Karina: trata-se da jovem Léa Seydoux, protagonista do bom “A Bela Junie”, em cartaz em São Paulo. Seydoux não tem o mesmo poder encantatório de Karina (e quem tem?), mas conseguiu criar um personagem que é simultaneamente misterioso, ingênuo e gracioso, no melhor estilo da ex-musa de Godard. É bom ficar de olho nessa moça:












Ensaio sobre a Cegueira
Quando foi anunciado que Fernando Meirelles faria um filme baseado no clássico literário Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, todos se perguntaram como ele faria para filmar uma história em que quase todo mundo é cego. Mais do que isso, como ele transporia para a tela o tema “cegueira”. Meirelles, diretor competente que é, achou sua solução: imagens embaçadas, planos disformes, e muita luz branca estourando nos olhos do espectador, como que o convidando para partilhar do desespero dos personagens. Conseguiu um filme visualmente interessante, às vezes até bastante belo. E só isso. Meirelles parece se aproveitar de uma grande história para simplesmente exercitar-se estilisticamente. Resultam daí uma série de planos pouco significativos e um certo esvaziamento do roteiro. Sem Saramago, a trama se torna frágil, comum. Nada muito diferente de “O Nevoeiro”, filme dirigido por Frank Darabont, baseado em romance de Stephen King. Evidentemente, este aposta em textos muito mais “cinematográficos” do que aquele, de modo que o desafio em Cegueira era bem maior. Esqueçamos do livro, nossa “base de segurança”, e o que temos é uma boa idéia e um filme elegante. Nada mais.

A Troca
Clint Eastwood já entrou em um hall de diretores “obrigatórios”. Qualquer projeto que ele assine desperta certa curiosidade na comunidade cinéfila (existe isso?). Assim, mesmo achando o enredo meio batidão, lá fui eu conferir “A Troca”. Não vou dizer que o filme não é digno do diretor, porque a história é bem contada, com a clareza que lhe é própria. Porém, esse lançamento é totalmente esquecível. Dramalhão quase mexicano, expõe a protagonista forte e determinada a diversas provações (ótimas oportunidades pra Angelina Jolie tentar ganhar o Oscar. Mas pode esquecer: esse ano é da Kate Winslet), estabelece claramente quem é bonzinho e quem é mauzinho, e encerra com uma mensagenzinha bem hollywoodyana. Se era para fazer esse clichezaço, deveriam ter entregado a direção para um Marc Foster da vida (que é competente, mas que não tem grandes ambições cinematográficas). Enfim, o Clint Eastwood de A Troca é totalmente descartável. Que venha Gran Torino.... e rápido!

Pitacos sobre o Globo D’Ouro
- ah, pelo amor de Deus, Vicky Christina Barcelona levou o Globo de Melhor Filme/Comédia ou Musical. Sem dúvida, é o melhor filme de Woody Allen em anos. Match Point é ótimo, mas é um tanto diferente. Já Vicky Cristina é puro Woody Allen. Ele nem deve ter visto a premiação, mas eu fiquei bem contente...

- a festa começou mal, muito mal. Bruce Springsteen vencendo Peter Gabriel? Nem em campeonato de Lango-Lango.

- Spielberg ganhou o prêmio pelo conjunto da obra. Infelizmente, não pude assistir; estava ocupado brincando com o jogo da cobrinha no celular....

- Danny Boyle, melhor diretor? Colin Farrell, melhor ator? Surpreendente...

- o filme de Boyle também ganhou o prêmio de Melhor Trilha Sonora. O tal de A.R.Rahman bateu “apenas” James Newton Howard, Clint Eastwood, Alexandre Desplat e Hans Zimmer. Surpreendente ...

- Kate Winslet levou dois de uma vez.... nem um pouco surpreendente...
- já nas séries, imperou 30 Rock, com prêmios para Alec Baldwin e Tina Fey. Merecido.

- Rubens Ewald Filho realmente tem um poder de argumentação invejável. Quando do anúncio da vitória de Mickey Rourke (Melhor Ator), ele comentou: “Não, não, acho injusto. Mickey Rourke não merecia. Ele é um freak” – nesse momento, o ator tropeça – “Olha aí!!!! Não consegue nem subir uma escada!”

Wall-E, melhor FILME?
Andam dizendo por aí que existe a possibilidade de a animação Wall-E concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Seria um verdadeiro absurdo, até mesmo para os fanfarrões da Academia. Um total desrespeito á integridade da arte cinematográfica. Se existe a categoria “Melhor Animação”, onde essa produção pode concorrer com seus pares, não existe razão para eliminar um candidato “filmado” da disputa principal. Não quero menosprezar a arte da animação, que vem produzindo obras bastante aclamadas, mas considero disparatada a mera tentativa de igualá-la ao cinema. Imaginem vocês: se continuar assim, daqui a alguns anos, teremos Meryl Streep concorrendo com uma robozinha, Phillip Seymour Hoffman com um ratinho, etc. Esse Oscarito, viu!